Alinhamento e Balanceamento – quando realmente fazer?

Obviamente o alinhamento de um carro e balanceamento das rodas é fundamental para manter a segurança do veículo e a vida útil dos pneus.
Muitos especialistas recomendam fazer a manutenção a cada 10.000 Km ou toda que vez que sentir o carro puxando para um dos lados ou com trepidação na direção ou assoalho.
Ok. Entretanto é só irmos em alguma loja especializada para os preparados funcionários “empurrarem” a troca de alguma peça de suspensão. Como em todo o mercado existem os bons e os maus profissionais e quando o serviço envolve comissionamento, a coisa fica ainda mais complicada e o cuidado precisa ser ainda maior.
Assim que comecei a montar minha lista de fornecedores confiáveis, sai por alguns lugares de São Paulo para realizar testes. Chegava em algumas lojas de suspensão que oferecem o serviço de alinhamento e balanceamento com o mesmo carro (que por sinal estava em perfeitas condições de uso) e era impressionante como aconteciam divergências de valores nos graus. Apenas dois dos fornecedores disseram que o carro estava dentro dos padrões aceitáveis. Um se mostrou preocupado e ainda me explicou que a via poderia estar inclinada e para eu andar mais um pouco e qualquer problema voltasse na loja e o outro se ofereceu para dar uma volta, caso eu deixasse, para avaliar melhor.
Dos maus profissionais, dois chegaram a dizer que eu precisaria fazer cambagem. Me dá aflição quando ouço isso e imagino aquele cyborg na base do amortecedor, mas cambagem a gente discute em um outro post.
Com tantos buracos que temos nas cidades desse Brasilzão, pode sim que o carro saia do alinhamento dele, entretanto a batida do buraco precisa ser forte para que isso aconteça na hora, o mais comum é que com o tempo percebamos, ou não. Tive um Ford Ka que os pneus aro 13 duraram até os 58.000 Km sem precisar fazer nenhum alinhamento, apenas o rodízio. O importante é sempre estar atento no comportamento do carro nas vias e atento principalmente ao desgaste do pneu, até porque as rodas podem estar desalinhadas e a percepção no volante não ser tão nítida. Quando isso acontece, além do desgaste irregular dos pneus, amenta também o consumo de combustível, já que o carro está andando arrastando. Atualmente existem máquinas que realizam o alinhamento em terceira dimensão e com um sistema completa com os dados de convergência e divergência de cada modelo de automóvel.
Sobre o balanceamento, esse sim é necessário fazer todas as vezes que trocamos os pneus. Percebemos o problema por uma trepidação no volante, nos casos que desbalancearam as rodas dianteiras ou trepidação e vibração no assoalho, nos casos que o problema está nas rodas traseiras.
Os carros que possuem rodas de liga leve e pneus com perfis mais baixos estão mais propensos, já que a roda em contato com os nossos queridos buracos, estragam mais facilmente. Muitas vezes, a roda precisa ser desentortada em torno. Existem dois tipos de balanceamento: com a roda no local e com a roda fora do automóvel. O primeiro, com a roda no local, é mais indicado para carros com aros maiores, já que são mais sensíveis. Nesse sistema, o balanceamento precisa ser repetido caso a roda por algum motivo seja retirada do carro. Detalhe que o balanceamento com a roda no local só é possível em carros com câmbio manual. Já o segundo modelo, com a roda fora, é o mais usual e pode ser realizado em lojas e borracharias.
Quando se trata de manutenção de carros, precisamos estar sempre atentos, mas com cuidados para evitar que sejamos enganados pelos maus profissionais.
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